Identificação e análise da prática de esterilização do instrumental laparoscópico montado

Tamara Carolina de Camargo, Aline Santana Feitosa, Kazuko Uchikawa Graziano

Resumo


Objetivo: Identificar e analisar as práticas relacionadas à esterilização do instrumental laparoscópico montado, segundo os métodos empregados. Método: Os dados foram coletados por meio de um questionário aplicado no 10° Congresso Brasileiro de Enfermagem em Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização, que ocorreu em julho de 2011. Utilizou-se a técnica de amostragem não probabilística por conveniência, de acordo com a disponibilidade dos sujeitos da pesquisa, com recrutamento por abordagem pessoal à entrada do evento. Resultados: A amostra compôs-se de 263 profissionais de enfermagem. Contrariando as recomendações clássicas, 37% dos serviços de saúde esterilizam o instrumental laparoscópico montado, utilizando autoclave (22%), gás plasma de peróxido de hidrogênio (10%), óxido de etileno (4%), vapor à baixa temperatura e formaldeído (1%). Conclusão: Os princípios do calor latente e da condução térmica conferem, a priori, possibilidade teórica de segurança para a autoclavação dos materiais montados, teorização esta não aplicável para os métodos gasosos à baixa temperatura.

Palavras-chave


Esterilização. Instrumentos Cirúrgicos. Laparoscopia. Enfermagem.

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DOI: https://doi.org/10.5327/Z1414-4425201400040004

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