Uso do ultrassom portátil para detecção de retenção urinária por enfermeiros na recuperação anestésica

Barbara Mendes Carnaval, Alzira Machado Teixeira, Rachel de Carvalho

Resumo


Objetivo: Verificar a opinião dos enfermeiros em relação à utilização do ultrassom portátil para detectar retenção urinária na recuperação anestésica. Método: Pesquisa de campo, descritivo-exploratória, quantitativa; com 34 enfermeiros de dois blocos cirúrgicos de um hospital privado de São Paulo; aplicado questionário com duas partes: caracterização do profissional e questões sobre o uso do ultrassom portátil. A coleta deu-se entre maio e junho de 2018, após cumpridas as recomendações da Resolução nº 466/2012. Resultados descritos e analisados quantitativamente, utilizando-se técnicas estatísticas e apresentados em tabelas; avaliados individualmente e comparativamente, de forma horizontal e vertical. Resultados: Todos os enfermeiros opinaram em alternativas que demonstraram que a tecnologia do ultrassom é facilitadora no diagnóstico da retenção; o grau de confiança e segurança constatado foi alto e muito alto; se mostraram satisfeitos com a tecnologia; consideraram importante seu uso para autonomia do enfermeiro e opinaram que o uso do ultrassom portátil para detecção de retenção urinária na recuperação anestésica só apresentou vantagens. Em relação ao treinamento, a maioria considerou que o tempo foi suficiente, se mostrou satisfeita com os materiais apresentados e teve facilidade em usar o dispositivo. Conclusão: Os resultados demonstraram que a tecnologia é eficaz na prática clínica dos enfermeiros da recuperação anestésica da instituição pesquisada. O tema é pertinente à realização de novos trabalhos e intervenções para melhoria contínua dos processos de enfermagem, oferecendo maior segurança e menor dificuldade no manuseio do dispositivo.

Palavras-chave


Enfermagem. Cuidados de enfermagem. Sala de recuperação. Retenção urinária. Ultrassonografia.

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DOI: https://doi.org/10.5327/Z1414-4425201900020007

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