Processamento de cabos de laringoscópio: revisão integrativa

Camila Quartim de Moraes Bruna, Rafael Queiroz de Souza, Alda Graciele Claudio dos Santos Almeida, Karina Suzuki, Ruth Natália Tereza Turrini, Kazuko Uchikawa Graziano

Resumo


Objetivo: Estudo de revisão integrativa da literatura científica com base na seguinte questão norteadora: “Qual o tipo de processamento necessário para a segurança do reuso do cabo de laringoscópio?”. Método: Foi realizada uma revisão integrativa utilizando os portais e as bases Pubmed, Embase, Scopus, Web of Science e CINAHL. Resultado: Foram identificados sete estudos experimentais cujos resultados demonstraram indefinição da classificação do cabo de laringoscópio quanto ao risco de causar infecção, comprovada pela diversidade de métodos de processamento. Conclusão: Conclui-se que os cabos de laringoscópio não podem ser considerados materiais independentes das lâminas e, portanto, são materiais semicríticos. Levando-se em conta a carga microbiana e orgânica identificada nesta revisão, o processamento mínimo recomendado é a limpeza seguida de desinfecção de alto nível. Um inventário pequeno e a falta de acesso às tecnologias para processamento não são razões aceitáveis para recomendações improvisadas, evitando assim a certificação e propagação de más práticas. Palavras-chave: Laringoscópios. Desinfecção. Classificação Objetivo: Estudo de revisão integrativa da literatura científica com base na seguinte questão norteadora: “Qual o tipo de processamento necessário para a segurança do reuso do cabo de laringoscópio?”. Método: Foi realizada uma revisão integrativa utilizando os portais e as bases Pubmed, Embase, Scopus, Web of Science e CINAHL. Resultado: Foram identificados sete estudos experimentais cujos resultados demonstraram indefinição da classificação do cabo de laringoscópio quanto ao risco de causar infecção, comprovada pela diversidade de métodos de processamento. Conclusão: Conclui-se que os cabos de laringoscópio não podem ser considerados materiais independentes das lâminas e, portanto, são materiais semicríticos. Levando-se em conta a carga microbiana e orgânica identificada nesta revisão, o processamento mínimo recomendado é a limpeza seguida de desinfecção de alto nível. Um inventário pequeno e a falta de acesso às tecnologias para processamento não são razões aceitáveis para recomendações improvisadas, evitando assim a certificação e propagação de más práticas. Palavras-chave: Laringoscópios. Desinfecção. Classificação

Palavras-chave


Laringoscópios. Desinfecção. Classificação.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5327/Z1414-4425201600010006

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