Prática da profilaxia antimicrobiana cirúrgica como fator de segurança do paciente

Maria Fernanda do Prado Tostes, Edilaine Maran, Larissa Sorrilha Raimundo, Lilian Denise Mai

Resumo


Objetivo: Identificar a prática da profilaxia antimicrobiana cirúrgica adotada pelos profissionais atuantes em centro cirúrgico. Método: Estudo descritivo com abordagem quantitativa. Participaram 30 profissionais de centro cirúrgico localizado na região Noroeste do Paraná, Brasil. A coleta de dados ocorreu em 2012 por observação direta. Para análise, utilizou-se a estatística descritiva. Resultados: Constatou-se que em 81 (81%) das cirurgias, limpas, potencialmente contaminadas e contaminadas, a profilaxia antimicrobiana cirúrgica foi realizada. Entretanto, na maioria delas (54/66,6%), o antimicrobiano não foi administrado dentro de uma hora antes da incisão cirúrgica. Adicionalmente, em seis (18,1%) cirurgias potencialmente contaminadas e em uma (33%) contaminada, em que seu uso é indispensável, o antimicrobiano não foi utilizado. Conclusão: Evidenciou-se que esta prática descumpre as recomendações vigentes, o que afeta a sua eficácia em prevenir infecção de sítio cirúrgico e compromete a segurança do paciente. Palavras-chave: Segurança do paciente. Antibioticoprofilaxia. Enfermagem perioperatória.


Palavras-chave


Segurança do paciente. Antibioticoprofilaxia. Enfermagem perioperatória.

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DOI: https://doi.org/10.5327/Z1414-4425201600010003

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