Fraturas maxilomandibulares no hospital de ensino: perfil epidemiológico e percepção dos usuários

Augusto Mazzoni Neto, Priscila Eburneo Laposta, Rafaela Aparecida Prata, Jéssica Renata Reis de Meira, Aristides Augusto Palhares Neto, Marla Andréia Garcia de Avila

Resumo


Objetivos: Investigar o perfil epidemiológico dos pacientes com fraturas no complexo maxilomandibular e compreender a percepção desses usuários quanto ao evento trauma maxilomandibular. Método: Adotou-se o método misto, mediante uma abordagem quanti-qualitativa. A coleta de dados foi realizada nos meses de julho a novembro de 2014, nos retornos dos usuários junto ao serviço odontológico. utilizou-se uma entrevista semi-estruturada, com informações sociodemográficas dos usuários e três perguntas norteadoras. O referencial metodológico utilizado foi a análise de conteúdo de Bardin e a Teoria Geral da Enfermagem de Orem. Resultados: Predominaram indivíduos do sexo masculino, jovens, vítimas de acidentes com veículos motorizados, com fraturas na mandíbula. Conclusões: Os resultados encontrados neste estudo permitem considerar que os indivíduos, vítimas de trauma de face e bloqueio intermaxiliar, apresentam déficit no autocuidado, sobretudo nos aspectos da higienização bucal e alimentação, além de comunicação verbal prejudicada, que pode comprometer ainda mais suas necessidades.

Palavras-chave


Traumatismos faciais. Procedimentos cirúrgicos ambulatórios. Enfermagem perioperatória.

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