Incidência de infecção de sítio cirúrgico em hospital dia: coorte de 74.213 pacientes monitorados

Eliana Auxiliadora Magalhães Costa, Lícia Lígia Moreira, Maria Enoy Neves Gusmão

Resumo


Objetivos: Descrever a incidência de infecção do sítio cirúrgico (ISC) em seguimento após alta em hospital dia (HD) e comparar esses indicadores com dados de hospitais convencionais. Método: Estudo de coorte histórica composto de 74.213 pacientes operados e monitorados num HD de Salvador (BA), entre 2012 e 2017. Resultados: No período estudado, o sistema de vigilância do HD monitorou 85,1% dos pacientes após a alta e foi identificada incidência total de ISC de 0,3%, com variação de 0,2 a 0,4% entre os anos, taxas estatisticamente menores do que as reportadas para ISC em regime de internação hospitalar. Conclusão: Os indicadores de ISC revelados neste estudo ratificam que a modalidade da assistência cirúrgica ambulatorial porta menor risco de aquisição de infecção para os pacientes operados, quando comparados com os dados de infecção cirúrgica de pacientes em hospitais convencionais. Entretanto, torna-se indispensável um sistema de seguimento dos pacientes após a alta, no sentido de evitar a subnotificação e os sub-registros dos dados de ISC, pois na ausência de ambos se podem ocultar riscos e identificar taxas irreais


Palavras-chave


Infecção da ferida cirúrgica. Hospital dia. Segurança do paciente.

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Referências


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DOI: https://doi.org/10.5327/Z1414-4425201900040006

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