Pacientes intensivos na recuperação pós-anestésica: dificuldades na assistência de enfermagem

Dulcilene Pereira Jardim, Lisiane Vidal Lopes Machado

Resumo


Objetivo: Descrever as dificuldades da equipe de enfermagem na assistência ao paciente intensivo na Recuperação Pós-Anestésica (RPA).
Método: Estudo exploratório, descritivo, realizado com 40 profissionais de enfermagem que atuam na RPA de um hospital público no Rio Grande do
Sul, por meio da aplicação de um questionário. Resultados: É frequente a admissão de pacientes intensivos no setor, e as maiores dificuldades da equipe
estão relacionadas à demora do atendimento médico e multiprofissional, presença de familiares em situações de emergência e oferta e manuseio dos
equipamentos, como respiradores e bombas de infusão. Quanto à assistência propriamente dita, as maiores dificuldades são a realização de medidas de
prevenção de lesão por pressão e o preenchimento dos registros. Conclusão: Ressalta-se a necessidade de adequação no dimensionamento da equipe
de enfermagem em cada plantão, segundo a quantidade e a classificação dos pacientes no período, bem como a presença exclusiva do enfermeiro e do
médico intensivista 24h/dia, sendo todos os colaboradores habilitados para oferecer assistência de qualidade ao paciente intensivo admitido na RPA.


Palavras-chave


Sala de recuperação. Período de recuperação da anestesia. Enfermagem em sala de recuperação. Enfermagem perioperatória; Cuidados intensivos;

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DOI: https://doi.org/10.5327/10.5327/Z1414-4425201900010009

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