Retenção de objetos estranhos em sítio cirúrgico: ainda ocorre?

Eliane da Silva Grazziano, Aparecida de Cássia Giani Peniche, Soraya Palazzo

Resumo


Trata-sede urna revisão críticada literatura, cujo objetivo foi identificar a ocorrência de retenção de objetos estranhos em cavidades e as medidas preventivas. Foi realizada uma busca nas seguintes bases de dados eletrônicas: MEDLINE, LILACS, SCIELO, com os descritores: cirurgia and período perioperatório and complicações, e em material de acervo pessoal das autoras publicados nos últimos 10 anos, O estudo permitiu concluir que os objetos estranhos retidos com maior frequência são as compressas e os instrumentais cirúrgicos a cavidade abdominal foi a mais envolvida, seguida pela torácica. Os fatores associados ao aumento dos riscos para retenção foram: cirurgias de grande porte, contagem incorreta de compressas, cirurgias de emergência,mudança inesperada de procedimento cirúrgico e pacientes com alto índicede massa corpórea. A conscientizaçãodos profissionais sobre a dimensão do problema é o primeiro passo paramotivar as pessoas a executar as ações preventivas, aliado ao desenvolvimento do pensamento crítico e à comunicação interpessoal efetiva.


Palavras-chave


Cirurgia geral. Enfermagem. Assistência perioperatória. Erros médicos. Segurança.

Texto completo:

PDF/A

Referências


Kohn E. Corrigan .1. Donaldson M, editors. Building a safer heaith svstem: to cri- is h urnan. Vash i ngton: Nat iona 1 Acadeniy Press: 2000.

Weiser TG, Regenhogen SE, Thompson KD. Hay nes AR. Lipsitz SR, Berry WR et ai. An estimation of the global volume of surgery: a modeling strategy based 00 availabie data. Lancet. 2008,372(9632):1')9-44.

Kable AK, Gihhert RW, Spigelnian AD. Adverse events lo surgical patients RJ. Retained surgicai sponges (gossypi- from: http://www.hpnonline.com/insidein Australia. Int J Qual I-lealth Care boma). Asian J Surg. 2005:28(2):109-15. september%2005/0509.html 2002-.14(4):269-76.

McConkey Si. Case series of acute abdominal lii rural Sierra Leone. World J Surg. 2002;26(4):509-13.

Yii MK, Ng KJ. Risk adjusted surgical audit with the POSSUM score system in a developing country. Br J Surg 2002;89( 1): 110-3.

Dellinger EP, Haussman SM, Bratzler DW, Juhnson RM, Daniel DM, Bunt KM et al. HospitaIs collaborate to decrease surgical site inl'ections. Am J SLtrg. 2005;190(l ):9-15.

Runciman WB. latrogenic harm and anaesthesia in Australia. Anaesth Intensive Care. 2005:33(3):297-300.

Rappaport W. Haynes K. lhe retained surgical sponge foI lowing intra-abdominal surgery: a continuing problem. Arch Surg. 1990:1 25(3):405-7.

Yildirim S, Tarim A, Nursal TZ, Yildirim T, Caiiskan K, Torer N et al. Retained surgical sponge (gossypiboma) after intra abdominal or retroperitoneal surgery: 14 cases trated at a single center. Langenbecks Arch Surg. 2006:391(4):390-5,

Bani-Hani KE, Gharaibeh KA, Yaghan

Lincourt AE, Harrel A, Cristiano J. Sechrist C, Kercher K, Heniford BT, Retained foreing bodies after surgery. J Surg Res. 2007:138(2):l70-4.

Carvalho JB, Vinhaes JC. Corpo estranho retido na cavidade abdominal durante onze anos. Rev Col Bras Cir. 20043 1(1):68-70.

IglesiasAC. Salomão RM. Gossipiboma intra-abdominal: análise de 15 casos. Rev Col Bras Cir. 2007:34(2):105-13.

Science Daily. Surgical objects accidentally left inside about 1,500 patients in U.S. each year [honiepage na Internet]. 2009. [citado 2010 Jul. 3]. Available from: http://www.sciencedaily. com/releases/2007/1 2/071208171847. htm.

Gawande AA, Studdert DM, Orav Ei, Brennan TA, Zinner W. Risk factors for retained instruments and sponges after surgery. N EngI J Med. 2003;348(3): 229-35.

Williamson JE. New gown, drape features have or staff covered. lo: Heaithcare Purchasing News [hornepage na Internet]. Louisville: 2005. [citado 2010 Jul. 3]. Available

Association ofSurgical Technologists. AST recommended standards ofpractice for surgical gowns and surgical drapes [homepage na Internet]. Littleton: 2008. [citado 2010, iuly 3]. Availabie from: http://www.ast.org/pdf/Standardsof Practice/RSOPSurgicalDrapes.pdf

Vayre F, Richard P. Olivier JP. Intrathoracic gossypibonia: rnagnetic resonance features. Int J Cardiol. 1999:70(2):l99-200.

Rosalen Júnior RA, Bosi TCC, Souza RMF,Andrade FCG, Candido D, Fatureto MC et ai. Corpo estranho intratorácico: achados radiológicos. Rev Imagem. 2006;28(4):281-6.

Association of periüperative Registered Nurses. AORN 's recommended pratices for sponge, sharp, and instrument counts. In: AORN Recommended Pratices. Atlanta: 2000. p. 107-27.

Berger PS, Sanders G. Objects retained during surgery: human diligence meets systems solutions. In: Patient Safety & Quality Healthcare [homepage na Internet]. Marietta; 2008. [citado 2010 Jul. 3]. Available from: http://www.psqh. com/sepoct08/objects.1itm


Métricas do artigo

Carregando Métricas ...

Metrics powered by PLOS ALM

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2017 Eliane da Silva Grazziano, Aparecida de Cássia Giani Peniche, Soraya Palazzo

Rev SOBECC, São Paulo, SP, Brasil. e-ISSN: 2358-2871

Licença Creative Commons Revista SOBECC está licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional

Desenvolvido por:

Logomarca da Lepidus Tecnologia